Executivo abra os olhos para a consultoria


Há mais de anos, o mundo do executivo não é nada cômodo, a concorrência- externa e interna e a automação constante e agora acelerada - não dão trégua, seu salário, benefícios e participação nos resultados atraem cada vez mais contingentes de executivos tão preparados quanto desejosos também dos benefícios do cargo e ansiosos pelo topo do organograma da empresa.
 
Não há mais como no passado uma legião de secretárias e assistentes, salários dos funcionários administrativos e operários regidos por dissídios, culpar o controle  e congelamentos de preços (1965 a 1992), o CIP, pelo mau desempenho e o mercado “cartelizado oficialmente”.

Os executivos com longa e rica experiência nas corporações– de acertos e erros -, carregam uma bagagem de conhecimentos, teoria e prática, padrões e exceções gerenciais, ideias e projetos, que são opções a serem aplicadas no dia a dia e continuam a ser desperdiçados, por conta de um padrão (e porque não dizer, ignorância) do passado: a idade, cada dia mais cedo, na jovialidade dos seus quarenta / cinquenta anos, maduros, experientes e capacitados em saber ainda mais.
Muitos deles migram para a consultoria- atividade essa que se expande com a demanda constante de novos setores-, investindo com antecedência, na conversão planejada, do mundo corporativo, do emprego e da carteira assinada, para o aconselhamento e consultoria que o aceitará pelos seus conhecimentos e experiência e não olhará com preconceito para sua idade.

Desse modo, começam a planejar a conversão, acreditam e iniciam o convencimento da família de que não haverá mais salário, nem tudo será na mesma sequência, não colocam a culpa no mercado, pois sabem que agora as mudanças serão sempre bruscas, constantes e implacáveis com os que não têm as rédeas da carreira nas próprias mãos e que viverão além dos 80 anos.

O mercado de consultoria está de olho nesses profissionais, mas será que bastam as múltiplas  experiências e competências? Ou a preparação, dada por quem está há muito tempo na Consultoria, abriria oportunidades para esses executivos (desligados ou prestes a serem), mostrando o mercado, quem são os clientes tradicionais e os novos, as formas de atuação dos consultores, o marketing, a venda de serviços, o planejamento e a gestão da Consultoria.

Sem dúvida toda sua experiência e competência é o mais importante, mas também se faz necessário conhecer os caminhos a trilhar para adentrar no mercado.

Desperte o espírito empreendedor, liberte-se do comodismo, abra os olhos para consultoria, mercado promissor que o acolherá de braços abertos e saberá valorizar a experiência e conhecimento, adquiridos em tantos anos de estudo e trabalho.
 
Luiz Affonso Romano é consultor, mentor para desenvolvimento em consultoria, professor do Curso de Desenvolvimento de Consultores, coordenador da pesquisa Perfil das Empresas de Consultoria no Brasil e conselheiro Consultivo da ABCO

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