Moral e ética do consultor

 
Pode-se apontar a honestidade – tanto a pessoal quanto a profissional – como sendo um traço que enfatiza os ideais de dignidade no trabalho e de conduta ilibada na vida dos seres humanos, em especial dos profissionais que tenham, por compromisso, estabelecer relações sensíveis com seus clientes/entidades.
 
É o caso das atividades de consultoria, com o compromisso de oferecer resultados de total integridade do consultor, em todos os sentidos, fortalecendo a relação profissional entre consultor e contratante. O emprego equilibrado e inteligente de seu conhecimento atualizado e da experiência acumulada é indispensável, exigindo honestidade de propósitos e de meios materiais. Um consultor, profissional em todos os sentidos é, necessariamente, honesto. Você há de concordar que bons consultores não aceitariam prestar serviços para encobrir malfeitos de executivos da contratante.
 
E como você se sentiria ao descobrir estar sendo usado como “tapume” para essa empresa vender ética, qualidade e sustentabilidade, colocando em risco os principais valores imateriais do consultor: os de natureza moral e ética? O consultor deve estar permanentemente atento às contratações-tapume.
 
Igualmente, evitariam estabelecer vínculos de qualquer natureza com empresas e entidades cujos gestores adotassem condutas incompatíveis com a sua consciência profissional. Aqueles que produzem ou comercializem itens considerados ilegais, ou se utilizam de comportamentos sociais de apoio a preconceitos ou pré-condenação a preferências humanas de raça (etnia), gênero, opção sexual, de credo religioso ou ideário filosófico ou político, condição financeira, social, intelectual, idade, condição marital, pessoas com necessidades específicas e os que somem com a história da empresa/entidade.
 
Luiz Affonso Romano é consultor organizacional, coordenador da pesquisa “Perfil das Empresas de Consultoria no Brasil” 2012 a 2020 e CEO do Laboratório da Consultoria.

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