ABCO - Associação Brasileira de Consultores

Comunicação adaptada


Ao som da agulha, na boa e velha vitrolinha, eu escutava o LP dos Saltimbancos quando criança. Depois passei a ouvir os discos dos Beatles e Elvis da coleção do meu pai. Bob Dylan, Rolling Stones e Hendrix são outros artistas que estiveram e ainda estão no ar.

E dessa forma segui apurando meu gosto musical, pelo caminho do rock and roll. Sempre atento nas letras e frases que marcam as músicas. Vejam essa frase garimpada da banda U2, na música Stay (Faraway, So Close):

“A vampire or a victim, it depends on who’s around”.

Ser o vampiro ou a vítima, depende de quem está a sua volta. Ou seja, precisamos observar quem está ao nosso redor. E aproveitamos para observar também qual o cenário, qual o ambiente.

Essas observações são importantes quando o tema é comunicação. A comunicação é a conexão entre as pessoas. Seja visual, seja escrita, seja sonora. É o elo entre pessoas.

É fundamental uma boa comunicação para garantir harmonia e evolução. Seja para desenvolver um projeto conforme seu planejamento, incluindo aqui a própria divulgação deste planejamento, seja para transferir conhecimento e mesmo para registrar fatos históricos, ou fatos corriqueiros, de nossas vidas, perpetuando a memória.

A comunicação tem como um ponto importantíssimo a observação dos envolvidos. A observação do contexto. A análise das diversas situações em que temos que argumentar e transmitir uma mensagem.

Bom, temos uma informação para passar e precisamos definir como apresentá-la. Reforçando minha interpretação da frase: depende de quem está ao seu redor. Uma mesma informação pode ser apresentada de maneiras diferentes, dependendo do público sentado no auditório. Podemos entrar em detalhes, ser mais diretos, ser mais generalistas, mais pragmáticos, mais coloquial, a apresentação pode ter um tom mais sério, ou mais descontraído e por ai podemos seguir.

Dessa forma, podemos garantir que a mensagem, que a apresentação de um determinado tema possa ser corretamente interpretada pelo nosso interlocutor. Pelo nosso auditório. Precisamos acertar no formato da apresentação, identificar a linguagem correta e também o melhor momento para uma boa comunicação.

Não é uma questão de nos posicionarmos de maneiras diferentes. Não é sermos contraditórios. É entender o ambiente, e simplesmente transmitir uma mesma mensagem para públicos distintos.

Carlos Urban é Consultor em gestão empresarial

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